Antigamente as restaurações eram prateadas, bem feio, não é?

As festas de fim de ano na década de 60 eram recheadas de sorrisos prateados, pois as restaurações dentárias não tinham fins estéticos. O grande problema além da estética era que pra restaurar um dente desgastava-se muito o dente natural por causa do estrago que a cárie fazia e para piorar o dentista tinha que aprofundar o buraco para o material metálico líquido se encaixar, muitas vezes após o procedimento o paciente fica com sensibilidade ao beber líquido quente ou gelado.
 
Os cientístas utilizaram a tecnologia de adesivos e o acúmulo de novas descobertas descobriu-se a primeira resina de cor de dente, isso na década de 60. Nos anos 80 a introdução de nanotecnologia neste produto revolucionou a Odontologia.
 
A partir de 1996, surgiram as resinas “flow”, para suprir as características estéticas necessárias e dá uma maior resistência ao dente restaurado, evitando as microinfiltrações(volta de cárie no mesmo local).
 
De acordo com os fabricantes, as resinas compostas apresentam menor concentração de carga, ótimo escoamento pela cavidade e baixo módulo de elasticidade o que, teoricamente, suportaria e dissiparia melhor o estresse gerado por tensões térmicas e mastigatórias, diminuindo a formação de fendas na linha de união cavidade/restauração, favorecendo o vedamento marginal e um maior conforto ao paciente contra sensibilidade.
 
Recentemente, foi lançada no mercado a resina composta fluida Surefil SDR flow (smart dentin replacement), que alega poder ser distribuída na cavidade dentária em camada única de até 4 mm, sendo que a vantagem está no fato de que, dispensando a técnica incremental e adotando a técnica do incremento único tem-se reduzido o tempo clínico, ou seja, o paciente fica menos tempo na cadeira odontológica.